Município de Vila Nova de Cerveira

Atalaia classificada como Monumento de Interesse Público ao fim de 40 anos

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Já está publicada, em Diário da República, a portaria emitida pela Ministério da Cultura que classifica a Atalaia, em Vila Nova de Cerveira, como Monumento de Interesse Público. Iniciado há quase 40 anos, o processo fica assim concluído, com o reconhecimento nacional do enorme valor patrimonial daquela estrutura localizada no Alto de Lourido.

Para o autarca cerveirense, Fernando Nogueira, “esta é uma das formas de conseguir avançar com uma preservação e valorizarão digna e efetiva da Atalaia como merece. Para além de ficar legalmente protegida, abrem-se janelas de oportunidade para recorrer a fontes de financiamento para sua reabilitação”.

Assinado pelo Ministro da Cultura, Luís Filipe Carrilho de Castro Mendes, o documento refere que o Fortim da Atalaia “possui uma grande relevância histórica e patrimonial, destacando-se a originalidade da sua estrutura, a sua importância no âmbito da arquitetura militar e da defesa da raia minhota, e a cronologia da sua fundação”.

A classificação como Monumento de Interesse Público reflete os critérios constantes do artigo 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem, ao seu interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica e paisagística, à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva, e à sua importância do ponto de vista da investigação histórica ou científica.

Localizada no Alto do Lourido, em posição elevada, a meia encosta, e detendo um amplo sistema de vistas, funcionaria como complemento da defesa de Vila Nova de Cerveira e do Forte de Lovelhe. Em conjunto com este forte e com o Castelo medieval de Cerveira, esta atalaia constituiu o sistema defensivo da vila e da fronteira do rio Minho ao longo do período da Guerra da Restauração.

Embora se atribua a construção ao esforço militar de meados do século XVII, a sua tipologia denuncia ainda os modelos renascentistas, de influência italiana, que caracterizaram a primeira metade do século XVII, sendo mesmo possível que a intervenção setecentista tenha reformulado uma estrutura de origem medieval. A estes modelos corresponde o torreão cilíndrico de pouca altura, rematado em cordão e parapeito preparado para peças de artilharia, levantado sobre plataforma quadrangular rodeada por fosso, centrado por uma cisterna e envolvido por bateria vazada por porta em arco apontado.

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