CP Comboios de Portugal

CP acaba com comboio turístico na linha do Douro

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A CP vai acabar com o comboio “Miradouro” alegando falta de rentabilidade. 

A edição online do jornal Público cita fonte oficial da empresa que indica que “a procura, na linha do Douro, continuou a concentrar-se nos comboios realizados com Automotoras UTD 592, indicando que o mercado não terá valorizado o Comboio “Miradouro””. 

As carruagens vão agora ser encostadas às oficinas de Contumil. 

Comboio só durou dois anos 

Os restauro das carruagens Shindler, de origem suiça e construídas nos anos 50 do século XX, foi apresentado em 2016 como um complemento ao comboio turístico com locomotiva a vapor entre a Régua e o Tua. 

Agora, a CP refere que, mesmo com “lotação completa, este comboio gera prejuízo” devido à “logística necessária à sua produção”. Assim, a oferta na linha do Douro vai ser uniformizada com automotoras espanholas alugadas à RENFE. Apesar de terem ar condicionado, não permitem apreciar a paisagem da região e que é o que, de facto, atrai os clientes àquela linha. A empresa diz que esta solução “cria valor económico para a CP” pois tem “menor consumo energético” e usa menos recursos humanos. 

Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, considera esta uma má decisão e coloca mesmo “sérias dúvidas” sobre a não rentabilidade do serviço. Ao diário, o responsável diz que “temos um bom momento ao nível turístico na região Norte, mas ainda com uma concentração na Área Metropolitana do Porto e, obviamente, tudo o que sejam medidas que prejudiquem a possibilidade de levar os turistas mais longe não ajudam a estratégia que pretendemos ter que é precisamente distribuir esses fluxos por toda a região”. 

Por seu turno, José Manuel Gonçalves, presidente da Câmara da Régua, desconhecia a decisão, insurgindo-se contra o que considera ser a penalização do interior do país, acrescentando que, no litoral, os projetos de interesse público são suportados pelo orçamento de Estado mas, “no interior, só impera a lógica do custo-benefício”, refere. 

Todas as referências ao “Miradouro” já foram retiradas da página da CP na internet. 

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