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Emprego & Empreendedorismo

Rosana Alves é a primeira portuguesa com o Prémio Jensen

Prémio vai permitir à investigadora ponte-limense realizar parte do seu projeto de pós-doutoramento numa universidade na Bélgica.
Universidade do Minho

A investigadora Rosana Alves, do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) da Universidade do Minho, tornou-se a primeira portuguesa a receber o Prémio Jensen, da Federação Europeia das Sociedades de Microbiologia (FEMS). O galardão foi entregue no congresso desta entidade, em Hamburgo (Alemanha), e reconhece a cada dois anos um(a) jovem cientista na Europa com um projeto e um potencial ímpares para uma carreira de excelência.

O prémio, com um valor monetário de 10 mil euros, permitirá a Rosana Alves realizar parte do seu projeto de pós-doutoramento na Universidade Católica da Lovaina (Bélgica). O trabalho visa compreender os mecanismos moleculares que permitem a adaptação de fungos patogénicos a diversas áreas do corpo humano. Na prática, o estudo pode ajudar a desenvolver terapias mais eficazes contra infeções fúngicas.

“Este prémio permite-me trabalhar durante seis meses num dos melhores laboratórios europeus da minha área e ter acesso a mais tecnologias e modelos de infeção. Esta distinção é também relevante a nível curricular, representa uma valorização pessoal, académica e científica”, destaca Rosana Alves. O galardão foi atribuído pela FEMS, que agrega mais de 30.000 profissionais de 50 sociedades de 40 países. O nome do prémio evoca o dinamarquês Hans Laurits Jensen, um dos principais microbiologistas do século XX.

Rosana Alves é natural de Ponte de Lima e doutorada em Biologia Molecular e Celular pela Escola de Ciências da UMinho. Foi bolseira Fulbright na Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA) e investigadora visitante nas universidades de Exeter e Aberdeen (Reino Unido). Realizou ainda a sua tese de mestrado ao abrigo do programa Erasmus na Universidade de Liverpool (Inglaterra). Soma várias distinções, como da Confederação Europeia de Micologia Médica, da Sociedade Portuguesa de Bioquímica, da Federação Europeia das Sociedades de Bioquímica, da Boehringer Ingelheim Fonds, da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e da FEMS.


Este texto é publicado n‘o largo. no âmbito do projeto “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovida pela Associação Portuguesa de Imprensa. 

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