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18.10.19

250 depois: Guilherme Stephens "regressa" à Marinha Grande

Recriação Histórica da chegada do industrial do vidro tem a assinatura do encenador Norberto Barroca


por helena margarida

Divulgação

Cerca de 150 pessoas, cavalos, carruagens e fogo de artifício estão envolvidos na produção da Grande Recriação Histórica "Os Stephens na Marinha Grande - Abertura da Real Fábrica de Vidros (1769)”, que será apresentada amanhã, sábado, 19 de outubro, pelas 22h00, em frente ao Museu do Vidro.

A iniciativa é da Câmara Municipal da Marinha Grande, e decorrerá no âmbito das comemorações dos 250 anos da chegada de Guilherme Stephens à Marinha Grande. “Faz este mês de outubro 250 anos que Guilherme Stephens, a convite do Marquês de Pombal e do Rei D. José I, reativou a Real Fábrica de Vidros e mudou para sempre a nossa Marinha Grande”, recorda a presidente da Câmara, Cidália Ferreira.

Norberto Barroca foi o encenador convidado para dirigir esta recriação. "O que se vai passar é uma recriação ficcional que comemora a abertura da Real Fábrica de Vidros, em 16 de outubro de 1769. Os Stephens estão na Marinha Grande onde iniciaram uma nova etapa na construção do vidro que haveria de levar ao engrandecimento desta terra. E, para além da indústria de vidraça e cristal, os Stephens preocuparam-se pelo elevamento dos seus operários, criando escolas onde aprendessem as primeiras letras, desenho, música e também teatro. É um momento histórico que vamos comemorar, homenageando os seus protagonistas", desvenda.

Sobre o que leu, para escrever a recriação histórica, o encenador caracteriza Guilherme Stephens como tendo sido "fundamentalmente um humanista. Homem de grande empreendimento industrial e um humanista com grande sentido de justiça social, preocupado com a educação e elevação dos seus operários, seus colaboradores".

Norberto Barroca acrescenta ainda que "a ação de Guilherme Stephens e do seu irmão Diogo, foi fundamental para o desenvolvimento da Marinha Grande, não só do ponto de vista industrial e, portanto económico, como também pela vertente cultural e social que aqui lançou e influenciou a população da Marinha".

A presidente caracteriza Guilherme Stephens como tendo sido “um industrial brilhante e muito à frente do seu tempo. Para Stephens, o equilíbrio entre o trabalho e vida social era muito importante. Guilherme Stephens criou proteção social para os seus trabalhadores, uma espécie de fundo de reforma, acesso facilitado a médicos para os trabalhadores e suas famílias e ainda fez questão de tornar os seus trabalhadores culturalmente aptos com a criação de um Teatro dentro da fábrica, que é hoje em dia o Teatro Stephens, onde frequentemente os trabalhadores ensaiavam algumas das peças de teatro mais famosas da época e escola onde eram alfabetizados”.

No dia 19 de outubro “faremos a Recriação Histórica da reativação da fábrica, liderada por este inglês que passou a ser Marinhense e que ajudou a moldar aquilo que somos enquanto coletividade, enquanto cidade e enquanto seres humanos. Teremos o privilégio de contar com a presença de Jennifer Roberts, familiar de Guilherme Stephens”, conclui Cidália Ferreira.

Cerca de 150 pessoas, cavalos, carruagens e fogo de artifício

A recriação histórica vai envolver cerca de 150 pessoas, entre atores, músicos e técnicos. Os atores e figurantes são assegurados através da colaboração do Sport Operário Marinhense, Sport Império Marinhense, ASURPI - Associação Sindical União Reformados Pensionistas Idosos, Associação Cultural e Recreativa da Comeira e Agrupamentos de Escolas Marinha Grande Nascente e Marinha Grande Poente.

Vão existir momentos musicais interpretados pelos Tocándar, Orquestra Juvenil da Marinha Grande e Orquestra de Câmara de Sintra. A encenação vai ser ainda complementada com fogo de artifício, carruagens de época de particulares e do Exército Português, assim como cavalos da Associação Equestre Cavalo Dourado da Marinha Grande, entre outros.

Além da recriação histórica, o programa comemorativo vai incluir demonstrações de fabrico de vidro ao vivo, a edição de um postal CTT com circulação nacional alusivo a Guilherme Stephens, e a apresentação do livro “A Luz dos Tempos - Notas biográficas” sobre as personalidades do concelho dos últimos 250 anos da autoria de Gabriel Roldão e Luís Abreu e Sousa.

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