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17.01.20

Morte de Luís Giovani teve por base "motivos fúteis"

Os cinco detidos estão indiciados por homicídio qualificado


por helena margarida

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Em conferência de impresa, no final da manhã de hoje, Luís Neves, Diretor Nacional da Polícia Judiciária (PJ), referiu que a morte de Luis Giovani teve por base "motivos fúteis", adiantando que os "cinco detidos estão indiciados por homicídio qualificado”.

Nas declarações aos jornalistas, a partir das instalações do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, o responsável da PJ esclareceu que a morte do jovem cabo-verdiano “não se trata de um crime entre nacionais de um país ou de outro", mas tratar-se "de um crime cometido por gente violenta, num determinado contexto”.

Luís Neves sublinhou que “na base dos factos estão questões de motivos fúteis, questões que ocorreram depois de uma desavença num espaço lúdico e que teve desenvolvimentos no exterior”.

Recorde-se que esta manhã a PJ, através do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, informou através de comunicado publicado no seu site que, após diligências de investigação que vem realizando desde o conhecimento da morte, no dia 31 de dezembro de 2019, do jovem estudante Luís Giovani Rodrigues, procedeu – no dia de ontem – a buscas domiciliárias, inquirições e interrogatórios de várias pessoas, suspeitas de estarem envolvidas nos acontecimentos que determinaram a morte daquele jovem.

A PJ adianta que "na sequência desta ação operacional, envolvendo investigadores e peritos da Polícia Judiciária, foram detidos cinco homens, com idades entre os 22 e os 35 anos, tendo sido apreendidos elementos probatórios relevantes". A investigação tem vindo a ser conduzida em estreita articulação com o Ministério Publico de Bragança, titular do Inquérito.

Os detidos vão ser presentes às Autoridades Judiciárias competentes, para interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação, tidas por adequadas.

Giovani Rodrigues, de 21 anos, morreu a 31 de dezembro no Hospital de Santo António, no Porto, para onde havia sido transferido de Bragança. Na madrugada de 21 de dezembro foi encontrado caído na rua daquela cidade transmontana depois de uma rixa num bar que envolveu um amigo do grupo com quem saiu naquela noite.

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