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02.01.19

O único areeiro em exploração na zona da grande Lisboa vai encerrar


por helena margarida

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O encerramento do único areeiro em exploração na grande Lisboa vai ditar o aumento das areias e tempos difíceis na construção civil para 2019, dado o expectável aumento dos preços desta matéria-prima. O alerta é dado pela Socabrine (cooperativa exploradora do areeiro) que, em comunicado, lembra que tal situação levará à crise no setor e arrastará cerca de 200 empresas para uma situação de debilidade financeira.

“São cerca de 1.000 camiões carregados diariamente, que deixam de ter condições para executar a sua atividade a menos que se desloquem a centenas de quilómetros com o aumento inerente dos custos que tal acarreta”, sublinha a empresa.

A Socabrine já manifestou aos proprietários do areeiro o interesse em continuar com o contrato de exploração e “foi com surpresa que receberam a notícia do final do contrato com efeitos imediatos”. Tendo em conta o crescimento na grande Lisboa quer na área da construção, quer na da reabilitação urbana é por tal “mais incongruente e inexplicável esta decisão do dono do areeiro” diz a Socabrine, adiantando ter “interesse em discutir um novo contrato” para salvaguardar os postos de trabalho de todos os que dependem desta atividade. Se o encerramento se vier a concretizar tornará “precária a situação laboral de tantos trabalhadores e das suas respectivas famílias, num momento tão positivo para o setor, em ciclo com o crescimento económico do país”.

O avanço do mar sobre a costa devido ao aumento das temperaturas globais, fazem com este recurso assuma uma importância extrema e seja cada vez mais importante, o que levou ao aumento do seu valor em quase 6 vezes nos últimos 25 anos.

A base da construção civil é a areia, o que a transforma num dos recursos mais valiosos e explorados do Mundo. Para se ter uma ideia, um quilómetro de estrada requer 30 mil toneladas de areia e uma moradia consome cerca de 200 toneladas de areia.

Este areeiro, conhecido vulgarmente como o areeiro da Socabrine, promove uma extração licenciada de recursos naturais e uma recuperação faseada, “ao contrário das inúmeras extrações ilegais”. Como tal “a extração de areia deverá ser um processo controlado e aproveitado, o que implica que deverá apostar-se na redução do seu impacte ambiental, proibindo as extrações ilegais, incentivando a reciclagem e recuperando a área, durante e após a exploração”, considera a empresa.

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