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10.11.21

Proença-a-Nova: Sistema de deteção precoce de incêndios instalado na Serra de Corgas

Bee2FireDetection inclui três câmaras: imagem ótica, imagem térmica e videovigilância


por helena margarida

Município de Proença-a-Nova

A Serra das Corgas dispõe de um novo equipamento para vídeovigilância e deteção precoce de incêndios florestais. O sistema inclui três câmaras (imagem ótica, imagem térmica e videovigilância), permite a deteção automática de incêndios e um conjunto de outras funcionalidades que podem ser determinantes no momento do combate ou do rescaldo das ocorrências. “Não é apenas videovigilância, é também um apoio à decisão, recorrendo a inteligência artificial e de machine learning”, sintetizou João Matos, da FutureCompta, na apresentação do sistema. 

Instalado no âmbito de uma parceria entre o Município de Proença-a-Nova, a empresa FutureCompta e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Proença-a-Nova, o Bee2FireDetection utiliza uma série de informação internacionalmente aceite como sendo de topo, proveniente de matrizes de satélite e de dados meteorológicos – que incluem, por exemplo, indicações como temperatura, humidade, progressão do vento ou secura do solo – e que permite a elaboração das análises requeridas pelos utilizadores. “Posso estar a observar até 16 sistemas”, adianta. Para já o sistema está apenas disponível na Serra das Corgas, instalado numa torre com 30 metros de altura, possibilitando uma vista ampla sobre o concelho e concelhos vizinhos. A construção da torre foi da responsabilidade do Município enquanto que as câmaras e todo o sistema Bee2FireDetection foi disponibilizado pela FutureCompta.

Atualmente, são várias as empresas que recorrem a esta tecnologia, principalmente na área industrial, para uma monitorização em tempo real que permite a deteção de incêndios e posterior acompanhamento da progressão do mesmo. No caso dos incêndios florestais, o sistema ainda está a ser aperfeiçoado, mas neste momento já realiza a monitorização, com a criação e envio de alertas às entidades envolvidas, e calcula a melhor rota para chegar ao local da ocorrência, permitindo visualizar em tempo real o que se está a passar; com o módulo de simulação da progressão do incêndio, será possível antecipar medidas de combate mais eficazes ao mesmo. Numa fase posterior ao incêndio, recorrendo-se às imagens recolhidas, há todo o conjunto de informação disponível para incluir em relatórios. Mapas de risco de incêndio, de temperatura e de velocidade de vento – a um dia, dois dias, cinco dias, dez dias – são outras das funcionalidades permitidas.

Nas próximas semanas, técnicos do Município e dos Bombeiros Voluntários receberão formação específica para trabalhar com esta ferramenta.

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