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04.02.19

Vila Real: autarca apresenta queixa na ERC


por Bruno Micael Fernandes

Facebook Rui Santos

O presidente da câmara municipal de Vila Real, Rui Santos, vai apresentar queixa ao Ministério Público (MP) e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) devido a notícias que dão conta do seu alegado envolvimento na investigação aos "convénios luso-brasileiros" da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), noticiam os meios de comunicação locais. 

O autarca diz que várias notícias vindas a público envolveram-no diretamente. Rui Santos foi por oito meses, entre 2010 e 2011, administrador da academia transmontana. "Acho absolutamente extraordinário que, de forma maliciosa, alguém tenha aproveitado esta questão para me envolver numa situação com estas características", indicou ao jornalistas, reforçando não saber nada sobre o processo e que não é suspeito nem arguido no caso, tendo sido contactado pelos inspetores da Polícia Judiciária a par com outros responsáveis da UTAD entre 2004 e 2018. "Foi inventado um facto" para o caso "ser notícia", diz o autarca socialista.  "Vou fazer uma queixa à ERC e ao MP pela tentativa de me envolverem num processo deste género", indica. 

Correio da Manhã, na edição de sábado, indicava que Rui Santos surgia "envolvido na investigação ao rasto de meio milhão de euros em propinas que alunos brasileiros pagaram para frequentar mestrados e doutoramentos na UTAD" e que as buscas "visaram, além do autarca (...), mais nove elementos do Conselho de Gestão e das Equipas Reitorais da UTAD". Além disso, o matutino avançou que a Judiciária e o MP tiveram um azedume durante a ação: o Ministério teimou "em realizar buscas ao atual presidente da autarquia". Ao jornal, o presidente da câmara não prestou quaisquer declarações. 

Recorde-se que, na sexta-feira passada, a PJ esteve na UTAD e em casa de alguns dos suspeitos no envolvimento neste processo. A reitoria da UTAD desmentiu que algum elemento reitoral ou da administração da instituição fossem arguidos. Segundo a PGDP, foram realizadas 22 buscas domiciliárias com pesquisas informáticas, 23 buscas não domiciliárias também com pesquisas informáticas, sendo 22 em empresas e outros locais relacionados com os suspeitos e uma na UTAD", não havendo arguidos constituídos.  O caso remonta a 2016 quando a RTP 1 emitiu uma série de reportagens no programa "Sexta Às 9" sobre acordos de cooperação luso-brasileiros, cujo dinheiro de propinas pagas pelos alunos nunca chegou aos cofres da instituição. 

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